terça-feira, 30 de abril de 2013

Crítica: Django Livre

DJANGO LIVRE (Django Unchained, EUA,2012) Dir: Quentin Tarantino  Elenco: Leonardo Di Caprio, Jamie Foxx, Kerry Washington, Christoph Waltz


 E eis que o cineasta mais polêmico da atualidade está de volta com mais uma obra-prima.  Neste novo trabalho,Tarantino faz uma homenagem ao seu gênero favorito: o Western. Como não poderia deixar de ser, quando o diretor anunciou que faria um filme de faroeste, logo qualquer esperança de se ter um filme digamos, "normal" foi por água abaixo. Sim, este Django Livre é um faroeste, porém, com a cara de Tarantino.

O longa ambientado em 1858, dois anos antes da guerra Civil Americana conta a história do escravo Django ( Jamie Foxx) que é libertado por um ex-dentista e atual caçador de recompensa Dr. King Schultz ( Chrisotph Waltz). Eles partem em busca da amada do ex-escravo Broomhilda ( Kerry Washington), mas para isso terão de enfrentar o cruel fazendeiro Calvin Candie ( Leonardo Di Caprio), dono de uma fazenda chamada de Candyland, onde são realizadas lutas onde os escravos tem de se degladiarem até a morte. Além disso, na fazenda a dupla tem de lidar com a desconfiança do escravo  de confiança de Candie, Stephen ( Samuel L. Jackson) que desconfia das reais intenções deles.

Os pontos fortes do longa são a fotografia e claro a direção de Tarantino. O cineasta usa e abusa de closes em determinados momentos da projeção, em especial quando ele quer ressaltar alguma ação de algum personagem. A violência, fator tão criticado por muitos e que é um elemento presente em todos os filmes do  diretor, também está presente na película. Na época do lançamento do filme, o diretor Spike Lee criticou abertamente o cineasta, por abordar um tema tão polêmico quanto o que é tratado aqui: a questão da escravidão. Lee diz que ele foi desrespeitoso ao abordar esse tema e que seria uma forma de desrespeito à memória de seus ancestrais e que por isso não assistiria ao filme. Essa é uma rixa antiga desde os tempos em que Tarantino lançara Jackie Brown, uma homenagem aos filmes dos anos 70 da chamada blaxploitation, em 1997.

As atuações são outro ponto forte desse longa. Jamie Foxx faz um bom trabalho no papel de Django, Christoph Waltz empresta seu brilhantismo ao Dr. Schultz. Sua interpretação, por sinal lembra bastante a de outro personagem no último trabalho do diretor, Bastardos Inglórios de 2009, o coronel Hans Landa. Além de também ser alemão, o Dr. surge como uma versão mais "mocinho" do vilão Landa. Mas quem rouba a cena aqui é a dupla Di Caprio/ Jackson. Enquanto o astro parece a todo momento se divertir no papel do sádico fazendeiro, é Samuel L. Jackson quem brilha aqui no papel do escravo Stephen. Sempre questionado as ordens do patrão, no momento em que aparece em cena, já magnetiza a atenção do espectador. Stephen chega a ser assustador em alguns momentos e é mais um excelente trabalho de interpretação desse brilhante ator, ou como ele costuma dizer ao interpretar papéis de vilões " O maior fodão do planeta".

Para quem gosta de curiosidades, ai vão algumas. Como Tarantino sempre gosta de buscar referências a seus longas anteriores, aqui não é diferente. O próprio nome da amada do herói é um exemplo disso. Como é explicado no longa, Broomhilda é o nome de uma antiga lenda alemã e seu sobrenome Shaft, nos remete ao lendário detetive dos filmes dos anos 70, que por sinal ganhou uma refilmagem em 2000 estrelado justamente por Samuel L. Jackson. Outra referência interessante é o nome de um dos capangas de Candie, Crazy Craig Koons. Esse personagem seria, na cronologia Tarantinesca, o tataravô, ou bisavô ( me corrijam se estiver errado) do personagem de Bruce Willis em Pulp Fiction.  Como já mencionara anteriormente, o  cineasta é fã de faroeste e que forma melhor de homenagear esse gênero do que colocando no longa, um dos maiores ícones do chamado Western, o italiano Franco Nero, nada mais nada menos do que o Django original.

Para quem é fã do gênero, Django Livre vai agradar quem gosta de um bom faroeste e quem é fã do cineasta, não pode deixar de conferir mais esse belo trabalho dirigido por ele e que foi um dos indicados ao Oscar desse ano levando as estatuetas de Melhor Ator Coadjuvante ( Christoph Waltz, ganhando o prêmio pela segunda vez), e Roteiro Original ( Quentin Tarantino) além de ter sido indicado aos prêmios de Edição (Robert Richardson) , Edição de Som ( Wylie Stateman) e Melhor Filme. Pena o diretor não ter sido indicado na categoria de melhor diretor, mas enfim, coisas da Academia.  Em suma, se você é fã de Westerns e do cineasta, pode conferir sem problemas, pois é um filme que mesmo sendo uma homenagem de um fã aos antigos faroestes de Sérgio Leone, não decepciona e faz jus ao gênero.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Liga da Justiça: O Filme seria uma boa ou não?

Olá Rockers & Cinéfilos que acompanham o blog!!!!! Como vocês devem ter notado no título o post da vez é sobre o vindouro ( ou não) filme da Liga da Justiça. Ao longo dessa postagem discutirei os prós e contras desse longa. Espero que gostem e que deem a sua opinião!!!!!!
         
                       
Como vocês sabem, atualmente a Marvel está dando um chocolate na DC /Warner no que diz respeito aos filmes de super-heróis. Depois do megasucesso Os Vingadores, que se tornou a terceira maior bilheteria de todos os tempos, a rival resolveu copiar os passos da Marvel e também realizar um longa de sua equipe de heróis. Mas ao contrário da Marvel, que primeiro estabeleceu todo um universo antes de chegar ao filme da super equipe,  DC parece que resolveu fazer o contrário.

Apesar de já ter feito a trilogia Batman ( aliás, até o momento, o maior acerto nessa batalha entre as duas editoras)e  ter um filme do Superman a caminho e que esperamos que não seja um fracasso como foi o último longa do herói, Superman: O Retorno de 2006, a DC vendo o sucesso do longa da arqui rival resolveu partir logo para um filme da liga, sem antes criar todo um universo nos cinemas. Eles poderiam antes realizar um longa  do Flash e Mulher-Maravilha, apesar de que já fizeram o filme do Lanterna Verde para ai sim, partir para um longa da Liga.

Mas ao que parece, esta batalha que teria tudo para acontecer nas bilheterias em 2015, vai demorar um pouco mais para acontecer. Devido ao péssimo roteiro, o longa teria sido adiado para 2020, deixando assim a briga entre Os Vingadores 2 e o retorno da saga estelar de George Lucas, Star Wars: Episódio VII, que espera-se também seja lançado na mesma época.

Caso o filme realmente saísse em 2015, vamos as razões do por que esse filme poderia ser um fracasso ( ou não):
1) Já estamos praticamente em Março e se fossem rodar o longa por agora, as filmagens já deveriam ter começado.

2) Por conta do péssimo roteiro, até agora nenhum diretor se habilitou a assumir a direção, apesar dos rumores irem de Ben Affleck ( que acaba de ganhar o Oscar de Melhor Filme por Argo recentemente) aos irmãos Warchovski, responsáveis pela trilogia Matrix.

3) O elenco inclusive é uma das maiores interrogações a respeito do longa, pois para o papel de Batman rumores apontavam para nomes como Armie Hammer, que inclusive faria o papel quando a primeira tentativa de se realizar esse filme em 2008 foi por àgua abaixo e Joseph- Gordon Levitt, que recentemente assinou para fazer Sin City: A Dame For The Kill de Robert Rodriguez.

4) O tempo de filmagem, pois acredito que para um filme desses ser pelo menos bom, esse longa deveria sair em 2016, já que até agora não tem um roteiro decente, nenhum diretor e quanto menos elenco, fica difícil caso resolvessem filmar no segundo semestre e lançar em 2015, devido aos efeitos, cenários e etc.

5)Já que mencionamos a questão do roteiro, qual seria o melhor vilão para o longa? Darkseid? Vale lembrar que só o Superman sozinho dá conta dele. No roteiro, pelas informações que circularam por ai, o sobreano de Apokolips seria a ameaça enfrentada pelos heróis. Não que esse seja um péssimo vilão, mas correria o risco de acharaem um plágio a idéia da Marvel de usar um vilão semelhante, Thanos no referido filme da Casa das Idéias. Quem vocês acham que seria uma boa? Eu voto na Legião do mal.

Quanto ao elenco, vamos pensar em quem poderia estar no filme:

Batman: Caso Christian Bale diga não, fica difícil pensar em alguém para substituí-lo mas acho que uma opção seria Ryan Gosling no caso de um herói mais novo ou Gerard Butler, caso queiram optar por um Batman um pouco mais velho.



Superman: Ao que parece, seria mesmo Henry Cavill que interpretou o herói recentemente. Como ainda não vimos sua performance como o Homem- de Aço ainda é cedo para saber se seria uma boa escolha ou não.


Flash:  Dependeria muito de qual das encarnações estaria presente no filme; se for Barry Allen, acho que Bradley Cooper seria a opção ideal. Caso optem por Wally West, que é o que aparece no desenho, a melhor opção seria Ryan Reynolds, mas ai seria um problema, pois ele já interpretara o Lanterna Verde anteriormente.


       














Lanterna Verde: Esse é outro X da questão, pois o herói já teve diversas identidades. Acho que deveriam colocar a identidade que aparece nos desenhos mais recentes, Jon Stewart. Nesse caso, quem seriam boas opções seriam o  rapper Common, ou o ator britãnico Idris Elba























Mulher-Maravilha: Venhamos e convenhamos, acho que a maioria dos leitores desse blog concordam que para esse papel, tem que ser ninguém mais ninguém menos que Megan Fox. Mas há outras opções como Jessica Biel e Kate Beckinsale que não ficam muito atrás.






Ajax/Caçador de Marte: Um nome perfeito seria o do ator Doug Jones, que possui larga experiência em interpretar personagens digamos "estranhos", afinal de contas ele já foi o Surfista Prateado, além do Abe Sapien dos dois Hellboy ou o britãnico Paul Bettany
























Mulher-Gavião: Assim como a amazona, para esse pale creio que algumas beldades cairiam como uma luva no papel como Amy Adams e Jessica Chastain



















Bom pessoal é isso ai. Até que a DC/Warner resolva fazer um filme decente e que fique a altura da expectativa dos fãs, resta a nós apenas aguardar, especular e acompanhar as notícias e torcer para que tomem vergonha na cara e não estraguem tudo.


Não deixem de acompanhar o blog e darem a sua opinião sobre a postagem e seus comentários!!!!

THAT'S ALL FOLKS!!!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Resenha D'Fernandes-Viva


Eis que depois do excelente No Princípio Era o Som, D’Fernandes está de volta com mais um grande lançamento, um EP intitulado “Viva”. Contendo seis faixas que têm influências de Dave Mathews Band e da banda brasileira Teatro Mágico como na primeira faixa “Alma de Palhaço”. Essa música, aliás, é uma parceria entre o músico e o vocalista do Teatro Mágico, Ivan Parente, além de conter um belo arranjo, cortesia de Leandro Abreu, colaborador frequente da D’Fernandes Trupe. A faixa seguinte “Eu Daqui Você de Lá” tem toques de música francesa, lembrando bastante ao filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. A terceira faixa “Histórias Do Dito Popular” é mais uma bela música que tem tudo para agradar quem curte o trabalho desse grande artista. “Partideiro Groove” é mais funkeada, remetendo mais ao som de Jorge Ben Jor. “Playback Repetitivo” é uma faixa com toques de música eletrônica, que remete mis o som de artistas como Max de Castro. É  a faixa mais longa desse EP, mas é bem legal, boa para dar uma relaxada depois de um dia estressante de trabalho. O EP fecha com a canção “Verde Olivia”, mais uma que lembra o som da banda americana.

Para quem não conhece o trabalho desse artista mineiro, vale dar uma conferida não só nesse trabalho, mas também no seu primeiro CD, “No Princípio Era O Som”.  Para quem gosta de boa música, esses dois trabalhos são um prato cheio e que merecem ser conferidos. Salada musical rica em nutrientes para os ouvidos.
Confiram o trabalho do cara: https://soundcloud.com/dfernandesoficial


sábado, 5 de janeiro de 2013

Crítica: 007- Operação Skyfall

Olá Rockers & Cinéfilos que acompanham o blog!!!! Iniciando os trabalhos nesse ano de 2013, postarei aqui  uma crítica da mais recente aventura do espião britânico 007, lançada nos cinemas em Novembro de 2012. Espero que gostem e que continuem acompanhando o blog neste ano recém-iniciado.

007 OPERAÇÃO SKYFALL ( Skyfall, EUA/ING, 2012)

No ano de 2012 comemorou-se o cinquentenário da franquia mais duradoura da história do cinema, ou seja, as aventuras do espião britânico criado pelo escritor Ian Fleming em 1962. De lá p/ cá foram 22 filmes, sendo que seis atores interpretaram o agente sendo eles, Sir. Sean Connery ( 6 filmes), o segundo ator que mais interpretou o papel, George Lazemby ( 1 filme), Roger Moore (7 filmes) recordista de atuações, Timothy Dalton ( 2 filmes), Pierce Borsnan ( 4 filmes) e por fim Daniel Craig, que assmiu o papel em 2006 com Cassino Royale e segue interpretando o icônico personagem.

O 23º filme da franquia, intitulado Skyfall, mas que foi lançado por aqui com o subtítulo de 007: Operação Skyfall resgata elementos dos longas antigos, mas ao mesmo tempo tem um pé no mundo atual. Essa contradição entre o velho e o novo é presente ao longo de toda a trama, sempre com tiradas majestrais, como por exemplo no primeiro encontro entre Bond e o agente Q ( interpretado por Ben Whishaw e que já fora interpretado anteriormente por Desmond Llwewelyn, falecido em 1999, e por último pelo comediante John Cleese, nos dois últimos longas protagonizados por Brosnan) em que os dois discutem sobre uma pintura e o agente recebe o seu equipamento para a missão. Nesse momento, quando o espião olha o seu equipamento, o jovem agente Q dispara: " E você queria o que? Uma caneta explosiva?" numa alusão a um dos equipamentos que inclusive aparecem no filme 007 Contra Goldeneye de 1995, que trouxe o espião de volta às telas depois do fiasco dos dois filmes estrelados por Dalton que sepultaram o espião por 6 anos.

A história gira em torno do misterioso passado de M ( mais uma vez interpretada com maestria por Judi Dench, que atua na franquia desde os filmes de Brosnan). Quando um atentado ocorre no quartel-general do M-I 6, o Serviço Secreto Britânico, Bond é recrutado para descobrir o responsável pelo atentado custe o que custar.

No elenco, vale destacar o brilhante trabalho de Daniel Craig como Bond. Desde que fora escolhido para interpretar o personagem, ele faz um Bond mais casca-grossa, por assim dizer, e que ao longo dos filmes protagonizados por ele, vem demonstrando um lado mais humano do personagem, pois aqui vemos que assim como no longa 007: O Mundo Não é o Bastante, de 1999, Bond também se fere, fato que não era mostrado nos longas anteriores ( se estiver omitindo alguma informação, por favor me avisem, ok?). Além dele, constam nomes como Ralph Fiennes como Gareth Mallory, chefe da personagem de Dench. No que diz respeito as Bond Girls, Naomie Harris ( mais conhecida pelo seu papel na saga Piratas do Caribe, no papel de Tia Dalma, ou Calypso, como preferirem) faz uma personagem nos moldes da agente Jinx ( interpretada por Halle Berry em 007: Um Novo Dia Para Morrer em 2002) e de Michelle Yeoh em 007: O Amanhã Nunca Morre de 1997, enquanto que Bérenice Marlohe pouco faz no papel de Séverine.

Mas o grande destaque com certeza é o vilão Silva, interpretado magnanimamente por Javier Bardem. Fazendo um vilão talvez tão icônico quanto o Anton Chigurh, o ator espanhol faz de seu vilão um antagonista que com seus trejeitos homossexuais e sua insanidade um dos melhores vilões que o agente já tenha enfrentado. As cenas entre Bardem e Craig, ou entre o espanhol e Dench, são verdadeiros duelos psicológicos, mais especificamente na cena em que ele é capturado pelos britânicos.

Dirigido por Sam Mendes, vencedor do Oscar em 2000 por Beleza Americana, o longa possui boas cenas de ação, o que é obrigatório nos filmes do espião. Destaco a cena inicial, onde Bond persegue um sujeito e luta com ele em cima de um trem  sendo seguido pela personagem de Harris. Além dessa cena em especial, a perseguição ao vilão numa movimentada estação da capital inglesa, também é um dos pontos altos do filme.

Depois de Cassino Royale, esse pode ser considerado como um dos melhores filmes não só de Craig no papel do espião, mas também da franquia em geral. Skyfall em sua totalidade é bastante superior ao longa anterior Quantum of Solace e mostra que essa junção e o contraste entre o velho e o novo é o que faz com que essa saga  continue sendo tão atrativa para os espectadores e fãs de filmes de espionagem e que venham mais 50 anos e bons filmes do espião mais famoso do cinema.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Resenha: Stone Sour- House Of Gold & Bones Part 1

Dois anos depois do ótimo Audio Secrecy, Corey Taylor e Jim Root (respectivamente vocalista e guitarrista do Slipknot) estão de volta com um àlbum conceitual e duplo, intitulado House of Gold & Bones. Essa primeira parte foi lançada em outubro. sendo que a parte 2 será lançada no decorrer de 2013.

Para aqueles que ainda não sabem, o Stone Sour é um projeto paralelo de Taylor & Root, que já existia antes mesmo da entrada do vocalista no Slipknot. A cada trabalho a banda mostra personalidade e esse já é o quarto trabalho dos caras, mas vamos ao CD.

Logo de cara, esse novo petardo dos caras já abre com uma pedrada "Gone Sovereign", logo em seguida, vem "Absolute Zero" que foram os dois singles do álbum até então. Essa, além de ser pesada é uma faixa típica para figurar em rádios de rock por ai. A porradaria segue com "A Rumor of Skin", faixa que lembra um pouco o som do Alice In Chains. Aliás, o vocalista já havia dito que esse trabalho conceitual seria uma mistura do The Wall do Pink Floyd com o Dirt do Alice in Chains. Destaca-se nessa faixa, o belo solo de Jim Root e do segundo guitarrista Josh Rand, um dos destaques desse CD.

As baladas também fazem parte desse trabalho novo dos caras e são nelas que Corey Taylor mostra porque ele é um dos melhores vocalistas da atualidade. Dosando bem o melódico com o gutural, ele demonstra isso em faixas como " The Travelers", "Taciturn". As influências do grupo de Seattle também aparecem na faixa "Tired"

Uma curiosidade: Com a saída de Shawn Economaki em 2011, quem foi recrutado como baixista convidado para a gravação desse novo álbum foi ninguém mais ninguém menos que Rachel Bolan, do Skid Row e além dele tem também o baterista Roy Mayorga, que infelizmente não tocou com a banda na sua passagem pelo Brasil no Rock In Rio ano passado, sendo brilhantemente substituído pelo espetacular Mike Portnoy ( ex-Avenged Sevenfold e Dream Theather e atual Flying Colors e Adrenaline Mob).

Fazendo um balanço geral, esse é um dos melhores trabalhos do grupo. Resta esperar agora se a segunda parte terá as tão faladas influências da banda de David Gilmour, porque nesse  o que predominou mais o peso característico da banda e uma coisa ou outra ali do Alice in Chains. Tomara que seja tão bom, ou que pelo menos mantenha o nível desse aqui.


APROVEITANDO, BOAS FESTAS A TODOS OS QUE ACOMPANHAM E QUE ACESSAM O BLOG..... OBRIGADO PELOS MAIS DE 3.500 ACESSOS E CONTINUEM ACOMPANHANDO O BLOG!!!!!

ATÉ 2013


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Resenha: Soundgarden- King Animal

Desde que o Soundgarden anunciou o seu retorno as atividades no final de 2009, os fãs aguardavam ansiosamente por um novo trabalho do grupo, e quando eles anunciaram que estavam trabalhando em um novo álbum de inéditas, o primeiro desde o Down On The Upside de 1996, a euforia foi geral.

E eis que em novembro desse ano foi lançado King Animal, novo trabalho de Chris Cornell & Cia, que desde já é um sério candidato a um dos melhores cds do ano. Logo de cara, temos "Been Away Too Long" que foi o primeiro single desse novo trabalho da banda. É uma música bem pesada e com uma pegada bem rock n' roll.

A faixa seguinte " Non-State Actor" lembra o Soundgarden de outrora, da fase do Badmotorfinger. Vale destacar nessa faixa o trabalho de Matt Cameron, que também é batera do Pearl Jam, função ocupada por ele desde o hiato da banda em 1997. A terceira faixa " By Crooked Steps" é bastante quebrada, num belo trabalho de Cameron e do subestimado guitarrista Kim Thayil. " A Thousand Days Before" se destaca também pela levada meio country, mas com toques bem psicodélicos. Outro destaque é a faixa " Blood On The Valley Floor" que tem uma levada bem Sabbathiana.

Quanto a segunda parte do cd, dentre as faixas mais sombrias destacam-se "Bones of Birds", uma bela balada, onde Cornell faz um belo trabalho. " Halfway There" talvez seja a faixa que mais se assemelha aos trabalhos solo do vocalista, mas ainda sim uma boa música. Criticada por muitos, " Worse Dreams" é apontada como uma das canções mais fracas do cd, opinião da qual eu não compartilho. Acho q ela mantém a mesma linha das outras.

Vale destacar a boa forma de Cornell, que mesmo com o passar dos anos continua cantando muito, vide a suas performances tanto no finado ( infelizmente) Audioslave ( banda formada no início dos anos 2000 que contava também com três membros do Rage Against The Machine), quanto na sua carreira solo.

No final das contas, King Animal é um ótimo cd de retorno ás atividades.Digamos que esse cd serviu mais para tirar a ferrugem e provar que eles ainda são capazes de fazer ótimos trabalhos daqui p/ frente. Esperamos que, se houver um próximo trabalho dos caras, que seja tão bom quanto esse, ou pelo menos no nível de um Superunknown, mas ai já seria querer demais.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Especial Trilogia Batman de Christopher Nolan

Olá leitores do blog!!!!!! Com o lançamento do longa Batman: O Cavaleiro da Trevas Ressurge em Blu-Ray e DVD nesses dias resolvi fazer essa postagem fazendo uma retrospectiva da saga e no final a crítica do último filme da saga. Espero que gostem


BATMAN BEGINS ( Batman Begins, EUA,2005)

Quando este filme foi anunciado, todos ficaram com uma pulga atrás da orelha, afinal de contas o público ainda se lembrava da hecatombe nuclear que foi Batman & Robin de 1997, dirigido por Joel Schumacher. Mas quando o talentoso Christopher Nolan foi confirmado na direção, essas dúvidas do público em relação ao filme começaram a ser dissipadas. Logo de cara, o cineasta avisara que aquele filme seria completamente diferente de tudo o que havia sio feito com relação ao personagem no cinema.

Ele optou por uma abordagem mais realista e por colocar vilões não tão conhecidos como Rá's Al Ghul e o Espantalho. Além disso, temos no longa, um Bruce Wayne ainda traumatizado pela morte de seus pais, fator pouco explorado principalmente nos filmes de Tim Burton.

Outra escolha certeira foi com relação ao elenco. Christian Bale encarnou com maestria  não só o papel do vigilante, mas também o de Bruce Wayne. Liam Neeson, por sua vez, emprestou todo o seu brilhantismo ao vilão Rá's. Michael Caine é outro destaque como o mordomo Alfred e Gary Oldman também se destaca como o então tenente Jim Gordon. O único ponto fraco do elenco é a atriz Katie Holmes, que interpreta a personagem Rachel Dawes. Por não ser uma boa atriz, ela acabou se tornando uma personagem insossa, mesmo sendo o interesse amoroso de Wayne.

O sucesso do filme, que na época tinha como principal concorrente Star Wars: Episódio III- A Vingança dos Sith, mostrou que a Warner tinha acertado em cheio, e que o longa tinha potencial para se tornar uma franquia de bastante sucesso, fato que se confirmou no longa seguinte


BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS ( Batman: The Dark Knight, EUA, 2008)

Três anos depois do sucesso do longa anterior, Nolan ficou com a difícil missão de superar o filme anterior, ainda mais pela expectativa causada nos fãs devido ao final do longa de 2005. Para isso, ele recrutou o mesmo elenco novamente e entregou aos fãs um dos melhores filmes de heróis de todos os tempos. Difícil dizer o que ainda não foi dito sobre essa película. As performances de Bale, Caine e etc continuaram cada vez melhores, somados a isso a performance de Aaron Eckhardt como o promotor Harvey Dent, que logo mais se tornaria o vilão Duas Caras.

Soma-se a isso um excelente roteiro, a direção segura de Nolan e a sua capacidade de criar cenas memoráveis, como por exemplo,a cena do interrogatório do Coringa, um dos momentos mais tensos do filme.

Mas claro que não poderia deixar de falar da brilhante atuação do finado Heath Ledger no papel do Coringa e  sua performance visceral do vilão. Como não se esquecer da célebre frase proferida por ele durante toda a trama: " Why so serious?" Por conta de sua trágica morte após a conclusão do longa, fez com que essa atuação ficasse marcada  na memória de todos. Claro que a sua morte contribuiu para o sucesso do filme, mas mesmo se o ator não tivesse falecido, ainda assim vale a pena ver, e ai fica clara a diferença entre as atuações de Jack Nicholson e a dele. Nicholson interpretou o Coringa, enquanto que Hedger FOI  o Coringa. É  praticamente um filme de máfia, porém com o Batman e o Coringa.

O longa foi considerado como uma das maiores bilheterias de todos os tempos, ficando durante algum tempo atrás apenas de Titanic, feito depois superado por Avatar em 2010, e deixou Nolan com uma difícil missão pela frente: Superar esse longa, fato que se consumou no último filme da trilogia.


BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE ( Batman: The Dark Knight Rises, EUA, 2012)

Após o sucesso estrondoso de O Cavaleiro das Trevas, o mundo inteiro se perguntou: Será que Nolan conseguiria terminar sua trilogia do homem-morcego com chave de ouro? A resposta meus caros é SIM, ele conseguiu.
E ai eu lhes pergunto: Depois da magnífica atuação de Ledger como o palhaço do crime no longa anterior, qual vilão seria um desafio ainda maior para o herói? A resposta é o homem responsável pela quebra do herói ao meio nos quadrinhos, Bane.

Situado oito anos após os eventos de The Dark Knight, aqui vemos um Bruce Wayne aposentado do combate ao crime, consequencia da sua escolha de se tornar um recluso ao assumir a culpa pela morte de Dent no fim do longa anterior. A cidade vive em paz, mas a chegada do terrorista Bane a cidade traz novamente o caos a Gotham e ai cabe ao herói enfrentar mais essa ameaça.

Muitos fás ficaram meio de nariz torcido ao saberem que o vilão havia sido escolhido como o nêmesis do herói, afinal de contas, ele já havia aparecido anteriormente em Batman & Robin, como um capanga bobão da personagem Hera Venenosa ( interpretada por Uma Thurman), mas Nolan acertou em cheio ao escolhê-lo como o antagonista da vez, porque ao longo de toda a trilogia,o homem-morcego só enfrentou vilões que mexeram mais com o psicológico do herói. O Espantalho, fez com que ele enfrentasse seus piores medos; O Coringa, fez com ele tivesse que quebrar a sua principal regra para derrotá-lo. Já Bane, é um desafio físico, coisa jamais vista nos longas.

Tom Hardy, ator britânico, que já havia trabalhado com o diretor em A Origem, se mostra desde o início do filme, uma grata surpresa. Com um tom de voz que mais se assemelha a de um lorde inglês, ele faz do personagem realmente um terrorista, não só no sentido físico, mas também no sentido mental. Ele é frio, calculista e bastante inteligente, ao contrário de sua versão anterior. A cena da luta entre os dois é sensacional, quem conhece os quadrinhos sabe o que rola com o herói no duelo contra o vilão.

Destacam-se ainda Joseph Gordon-Levitt (outro ator que trabalhara com Nolan em A Origem) no papel de John Blake, policial que terá um importantíssimo papel na trama, a bela Anne Hatthaway no papel de Selina Kyle, vulgo Mulher-Gato.  A atriz, por sinal faz a melhor mulher-gato de todas, superando inclusive a interpretada por Michelle Pfeifer em Batman: O Retorno em 1992.

Talvez um dos poucos pontos fracos do filme sejam Marion Coitillard, que faz a personagem Miranda Tate, uma personagem que poderia ter sido melhor aproveitada, mas que ainda assim não compromete o filme.

ATENÇÃO: A PARTE FINAL DA RESENHA CONTÉM SPOILERS... SÓ CONTINUE A LER QUEM JÁ TIVER VISTO O FILME

Vale destacar ainda o modo como Nolan amarra toda a trilogia retomando elementos dos filmes anteriores, em especial o primeiro filme. O final do longa ( claro que não direi qual é) não poderia ter sido melhor. Com a decisão do cineasta de não seguir adiante com a saga, o final abre diferentes e interessantes possibilidades para a futura trilogia e acredito que tenha sido o melhor final possível  para a saga.

Resta saber agora o que o futuro reserva para a saga do homem- morcego. A trilogia de Nolan acertou ao ter essa abordagem mais realista, coisa que a Marvel não faz e os fãs esperam que a nova saga, anunciada para 2015, e que deve ser lançada após o vindouro filme da Liga da Justiça mantenha a mesma linha da trilogia de Nolan pois ela estabeleceu novos parâmetros para os filmes de super-heróis daqui p/ frente e esperamos que sejam tão bons quanto a saga do herói mascarado.









quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Star Wars & Disney: Um Casamento feliz?

Essa semana uma notícia bombástica atingiu à toda a comunidade nerd e em especial aos fãs da cultuada saga cinematográfica criada por George Lucas no final dos anos 70, Star Wars.  O cineasta VENDEU a sua empresa, a Lucasfilm, responsável pelos filmes da saga espacial para a Disney pela bagatela de U$$ 4 bilhões e tão logo foi anunciada a aquisição,a empresa logo tratou de dizer que estaria planejando lançar novos filmes da saga a partir de 2015, com o Episódio VII. O que muitos fãs estão se perguntando desde o anúncio é: SERÁ QUE ISSO AI VAI PRESTAR?




Como fã da saga, eu também fiquei surpreso por esse anúncio, ainda mais por se tratarem de duas empresas tão diferentes. Isso me lembra quando a mesma Disney comprou a Marvel há 2 anos atrás, se não me falhe a memória. Todos meteram o pau, dizendo que iria ter um crossover entre o Mickey e o Homem- Aranha, ou quando o Darkwing Duck entraria para os Vingadores e coisas do tipo, mas o que aconteceu foi que a casa das Idéias continuou responsável pelos filmes, enquanto a Disney seria responsável pela distribuição. O primeiro resultado dessa parceria, vale lembrar foi o filme dos Vingadores ( embora já estivesse sendo planejado pela Marvel desde antes da venda) que se tornou a 3ª maior bilheteria da história.

Mas voltando a saga espacial, é importante lembrar o seguinte: Como Lucas não irá dirigir nenhum dos próximos longas, fica a questão: Quem serão os responsáveis pelos vindouros filmes? A partir de agora, qualquer um pode ser responsável por dirigir um dos filmes. Claro que não veremos um Uwe Boll dirigindo um filme desses, mas podemos correr o risco de ter um Michael Bay da vida na direção.

Isso sem contar quais rumos a saga tomará nesses próximos filmes. Será que veremos o que acontece após os eventos mostrados em O Retorno de Jedi, ou os filmes mostrarão eventos que acontecem entre os episódios III e IV, por exemplo? Já foi dito segundo a boataria que o Episódio VII seria uma história original, portanto nos resta imaginar o que George Lucas estaria planejando?

Até que se anuncie o diretor e a história, o que nos resta é especular sobre o que pode ou não acontecer daqui p/ frente. Como já disse anteriormente, o que nos dá um certo alento é a lista de prováveis diretores entre eles, Steven Spielberg, Neil Blomkamp, Alfonso Cuarón, Darren Aronofsky,Joss Whedon e Matthew Vaughn.....uma turma de respeito não acham? Repito: Como fã eu ainda incluiria aí o Christopher Nolan e por que não, Ridley Scott e David Fincher? .Se será uma união benéfica, só o tempo dirá, portanto o único jeito é esperar e especular.

QUE A FORÇA ESTEJA CONOSCO

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Resenha: Green Day- Uno!

Eis que depois dos aclamados àlbuns American Idiot de 2004 e o seu sucessor, igualmente bem-sucedido, 21st Century Breakdown de 2009, o trio californiano resolve lançar uma trilogia de cds durante o fim desse ano e o início de 2013.

Uno! é o primeiro desses três novos trabalhos de Billie Joe Armstrong & Cia, que nessa primeira parte, resolveram voltar aos velhos tempos dos já clássicos Dookie, Insomniac e Nimrod.

Logo de cara, o cd começa com "Nuclear Family" que já dá amostras desse retorno a sonoridade clássica da banda. A faixa seguinte, "Stay the Night" segue nessa mesma linha, enquanto a terceira música "Carpe Diem" já nos remete mais ao último trabalho do grupo.

Além dessas faixas, destacam-se ainda "Let Yourself Go", "Fell For You" que lembra bastante Beatles, mas com um toque mais punk do Green Day. Uma das faixas mais contestadas por alguns fãs é a "Kill the DJ" que tem uma levada mais dançante, lembrando um pouco o som da banda Franz Ferdinand. É uma boa faixa, mas comparando com as outras, consideraria a mais fraca. O cd termina com a balada "Oh Love", uma balada típica da banda, com um  refrão que gruda na cabeça do ouvinte e que não fica devendo nada a outras como " Good Riddance", "When I Come Around" e etc.

Como esse é o primeiro cd dessa trilogia, a banda causou uma boa impressão. Para quem estava começando a ficar cansado de ver os californianos fazendo canções mais politizadas como nos trabalhos anteriores, é bom ver a banda voltando a fazer músicas com arranjos mais simples e despojadas como as que os tornaram famosos e vamos esperar que as outras partes, Dos! e Tré! também sigam por esse caminho. Abaixo os clipes extraídos desse trabalho:


                             




                          




            
                               


  







segunda-feira, 25 de junho de 2012

Crítica: Os Vingadores

Os Vingadores ( The Avengers, EUA, 2012)

Esse é sem dúvida o melhor filme da Marvel, desde que ela se solidificou como um estúdio em 2008. A casa das Idéias começou o chamado "Projeto Vingadores" ao lançar em 2008 o longa  Homem de Ferro, que continha uma participação especial de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury. Daí em diante vieram O Incrível Hulk com Edward Norton no papel do gigante esmeralda, que continha uma participação de Robert Downey Jr na cena pós-créditos, Homem de Ferro 2, que teve uma participação maior de Jackson; Thor, que contou mais uma vez com a presença de Jackson na cena pós- créditos e por fim, Capitão América: O Primeiro Vingador, que novamente teve uma cena pós-créditos com a presença do ator.

O que nos leva a esse filme. Depois de preparar o terreno para a chegada desse longa, chegou a vez de reunir todos esses heróis em um longa bastante movimentado e que possui todos os elementos que fizeram a fama do supergrupo das HQs. Portanto podem esperar por boas doses de humor, que aliás permeia boa parte do filme.

A trama do filme gira em torno do artefato conhecido como Tesseract, que já foi visto anteriormente no longa do Capitão América e também no longa do Deus do Trovão. Após ser recuperado pela S.H.I.E.L.D, o vilão Loki vem a Terra em busca do cubo para tentar dominar o nosso planeta. Para tanto, ele acaba por controlar um dos membros dos Vingadores e um cientista, Dr. Selvig ( interpretado por Stellan Skäarsgard) para conseguir o seu intento. Após causar um rastro de destruição, o coronel Nick Fury não vê outra solução para deter o renegado deus asgardiano, a não ser reunir os heróis na esperança de poderem salvar o mundo.

E é ai que o filme mostra o humor tão característico das HQs. Ao serem recrutados, começam as piadas envolvendo cada um deles, sempre partindo de Tony Stark. O seu alvo para piadas na maioria das vezes é  Steve Rogers, pelo fato dele ter sido congelado e reencontrado 70 anos depois. Os outros personagens também tem seus momentos de humor, como Thor, que em uma cena em que Fury discute o que fazer para deter Loki, ele diz que não pode pelo fato dele ser seu irmão, e ao saber que ele tinha matado cerca de 80 pessoas ele responde dizendo q ele é adotado. Esse é um dos momentos mais hilários do filme.

As cenas de ação são um espetáculo a parte. Destacam-se a cena inicial, quando o vilão aparece na base da  agência de espionagem e destrói tudo o que vê pela frente. Outro destaque são as brigas entre os personagens:  Como todo grupo que se preze, logo de cara, os heróis não se dão bem, e por isso, antes de se entenderem, caem na porrada. A briga entre Thor, Capitão América e Homem de Ferro é sensacional, assim como a luta entre Thor e Hulk.

Vale ressaltar as atuações desse filme. Tom Hiddleton está mais despojado na pele de Loki, em vista da sua atuação em Thor. Aqui ele está mais malvado, mais insano. Embora Downey Jr seja o protagonista do filme, o destaque maior vai para Mark Ruffalo, que faz aqui um Hulk totalmente diferente do que vimos nos dois longas anteriores. O ator explora mais o lado humano de Banner. Se antes víamos o personagem tentando achar uma cura para o seu problema, aqui como ele consegue controlar o monstro.

Por ser fã de quadrinhos e também por ter escrito algumas histórias do grupo, o diretor Joss Whedon fez um filme para os fãs de quadrinhos em geral e uma das formas de homenagear os fãs mais radicais foi o Agente Coulson que simbolizou na tela todos os que curtem os heróis da Marvel.

Os Vingadores é para mim, um dos melhores filmes de heróis que já vi, pareando com Batman: O Cavaleiro das Trevas e X-Men: Primeira Classe. Resta saber agora se depois desse longa, a Marvel irá manter o padrão de qualidade com os filmes vindouros como as sequências Homem de Ferro 3, Thor 2, Capitão América 2 e etc, além da própria sequência dessa película. Se mantiver esse padrão, os fãs podem esperar por muitos bons filmes, e para finalizar, não poderia deixar de comentar o fato do filme ser a terceira maior bilheteria de todos os tempos e agora como diz a piada nas redes sociais, "Batman, faça a sua jogada".

P.S: Como todo filme da Marvel que se preze, esse também tem uma cena pós -créditos. Vale a pena ficar até o final, pois um importante personagem aparece.

Segue abaixo o trailer e o clipe extraido da trilha sonora do filme da banda Soundgarden:






sábado, 23 de junho de 2012

Albuns Clássicos: Pantera- Vulgar Display of Power 20th Anniversary Edition

Lá se vão 20 anos do lançamento deste que é um dos melhores trabalhos dessa lendária banda de metal que até hoje ainda é reverenciada pelos fãs. Lançado em 1992, dois anos após o debut da banda por uma grande gravadora, Cowboys From Hell, este trabalho dos caras traz uma sonoridade mais pesada do que o seu antecessor.

Logo de cara, na faixa de abertura "A New Level" a banda mostra a que veio. Com um riff sensacional de Dimebag Darrell, essa música mostra a tônica do cd. Além dessa, o álbum também traz outras canções que se tornaram clássicos imediatos como "Walk", "Fucking Hostile", "This Love", "Mouth For War". Como parte das comemorações pelo aniversário de 20 anos, a banda disponibilizou uma faixa inédita intitulada "Piss", que ficou  de fora do cd na época do seu lançamento.

Essa faixa traz um riff bem cadenciado e uma base que os fãs reconhecerão na primeira audição, pois é um riff que os caras reutilizaram na música "Hard Lines, Sunken Chips" do cd  Far Beyond Driven de 1994, mas mesmo assim é uma boa faixa e  que não deveria ter ficado de fora da versão original do cd.

Um fato curioso sobre a época em que a banda estava gravando esse trabalho é que no meio das gravações, eles foram chamados para tocarem no festival Monsters of Rock na Rússia. O baterista Vinnie Paul disse que na época eles estavam indecisos sobre se tocariam ou não, pois estavam no meio do processo de gravação, mas quando souberam que iriam tocar para mais de 1 milhão de pessoas, na hora eles toparam.

Mesmo tendo passado 20 anos, Vulgar Display of Power ainda é um dos melhores trabalhos do Pantera. Embora muitos fãs prefiram o seu sucessor, o ultraviolento Far Beyond Driven, eu particularmente sou fã desse álbum pela sua intensidade e peso e mesmo tendo passado duas décadas de seu lançamento, esse é um dos álbuns que entraram para a história do metal e que ajudou a consolidar o Pantera como um dos grandes do Heavy Metal.

TRACKLIST:

1. A New Level
2. Mouth For War
3. Walk
4.Fucking Hostile
5. This Love
6. Rise
7. No Good ( Attack the Radical)
8. Live In AHole
9.Regular People ( Conceit)
10. By Demons Be Driven
11. Hollow
12. Piss ( previously unreleased)

FORMAÇÃO:

Phill Anselmo- Vocals
Dimebag Darrell-Guitar
Rex Brown- Bass
Vinne Paul- Drums

Segue abaixo um dos clipes desse cd da faixa Mouth For War:


sexta-feira, 8 de junho de 2012

As piores terceiras partes de trilogias e sagas

Olá pessoal!!!!!!!!!! Como sabemos, quando grandes filmes( ou não) geram sequências, as vezes ( vejam bem, ÁS VEZES) as sequências são superiores ao original, mas o mesmo não ocorre quando resolvem fazer um 3º filme. Ao invés de fecharem uma trilogia com chave de ouro, o que acontece na maioria das vezes são fiascos que acabam manchando o bom nome conquistado pela saga graças ao primeiro filme. Nesse post vamos ver algumas dos piores encerramentos de trilogias/ sagas. Confiram ai e não deixem de opinarem.


#10  X-MEN: O CONFRONTO FINAL ( X-Men: The Last Stand, EUA,2006)

Começando esse post, temos aqui a terceira parte da trilogia dos mutantes da Marvel. Lançada em 2006, após o bem-sucedido X2 de 2003, esse filme teve a dura missão de encerrar a trilogia com chave de ouro,mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Primeiro, o diretor dos longas anteriores, Bryan Singer abandonou o barco p/ dirigir o filme   Superman: O Retorno, que também não foi nenhuma maravilha. Depois, o estúdio contratou o diretor Brett Ratner, responsável pelos dois A Hora do Rush ( pois o terceiro filme só seria lançado em 2007). Por ser o fim da saga mutante esperava-se realmente que o tal "confronto final" fosse ser grandioso, coisa que não foi.

Quanto aos personagens, o vilão Juggernaut ( mais conhecido como Fanático, na tradução, interpretado aqui por Vinnie Jones) não convence. Para quem conhece o personagem, ter de ver aquele personagem, geralmente gigante e forte, mostrado aqui como um  nanico e fracote, foi o fim da picada. Sem contar que o filme está mais para "Wolverine e seus amigos " do que para X-Men.

Mas algumas coisas se salvam, como Kelsey Grammar ( sim, o Fraiser, em pessoa) no papel do mutante Fera, a dupla Patrick Stewart e Sir Ian McKellen nos papéis de Charles Xavier e Magneto, respectivamente, além do melhor momento do filme ( pelo menos para mim) que é a morte de Ciclope.

Mas no geral, ficou um filme muito fraco. A Fox mostrou que tinha tudo para fazer um filmaço e acabou estragando a franquia com um filme tosco. Pena que o estúdio não aprendeu a lição e realizou três anos depois a bomba chamada X-Men: Origens- Wolverine. Mas depiis desse fiasco PARECE  que o estúdio tomou vergonha na cara resolveu e  fazer um filme bacana dos mutantes lançando em 2011 o excelente X-Men: First Class.

Segue abaixo, o trailer do filme
:



#9 SUPERMAN 3 ( Superman III, EUA, 1983)

Esse filme foi um verdadeiro fiasco. Pra começar, o homem- de  aço nem é o principal protagonista do filme. Tentaram dar uma dose de humor com a presença do grande Richard Pryor, no papel de um cientista que desenvolve um supercomputador diabólico com o intuito de dominar o mundo.

Aliás , os vilões do filme são péssimos. Robert Vaughn faz aqui uma espécei de "clone" do Lex Luthor de Gene Hackman, que felizmente não participou desse desastre. O prórpio Pryor , citado anteriormente até tenta fazer o seu papel de alívio cômico, mas nem ele conseguiu salvar o longa do desastre total.

Uma das poucas coisas que se salvam no filme é o duelo entre o Clark "Bom" e o Clark "Mal", por assim dizer. Mas com certeza, uma das cenas mais clássicas desse filme ( e que deixava todo mundo com medo, inclusive eu) é a cena em que a personagem Vera é sugada para dentro do computador e transformada em um robô. Segue abaixo o trailer do filme a a referida cena:





#8 HOMEM- ARANHA 3 ( Spider-Man 3, EUA, 2007)

Esse filme foi cercado de muita expectativa pelos fãs do aracnídeo, afinal os dois longas anteriores foram sucesso absoluto de bilheteria, porém  nesse aqui algo deu errado. O excesso de vilões foi apontado como um dos fatores do fracasso do filme. Os outros foram: Peter Parker virar "Emo" depois de começar a usar o uniforme negro. Tudo bem que ele se torna mau ao começar a sentir os efeitos do uniforme tentando controlá-lo, mas daí a começar a usar aquele visual foi demais para os fãs. O segundo fator foi um dos vilões do filme, o Homem- Areia ( interpretado por Thomas Haden Church, indicado ao Oscar de ator coadjuvante em 2005 pelo filme Sideways de Alexander Payne) ser apontado como um dos responsáveis pelo assassinato de Ben Parker. Numa cena digna do personagem Geninho ( do desenho da She-ra, alguém lembra desse cara, que aparecia no final do desenho mostrando onde ele estava escondido?) ele  aparece em flasbacks da cena da morte do tio Ben, e ele nem é citado no primeiro filme.

Mas talvez, o maior defeito do filme tenha sido o vilão Venom. Adorado por muitos fãs do aranha, o vilão assim como o Juggernaut, (ou Fanático, como preferirem) foi retratado como um fracote, ao contrário das HQs onde ele é forte, tanto na sua forma humana, do jornalista Eddie Brock, quanto  nas vezes em que o jornalista se transforma em Venom. Mas aqui no filme ele é interpretado pelo fracote  Topher Grace, que não convenceu no papel do vilão. Tomara que agora com o filme solo do Venom, façam com que seja assim como ele é nos quadrinhos. Segue abaixo o trailer do filme:





# 7 BLADE TRINITY ( Blade Trinity, EUA, 2004)

Depois do ótimo Blade II, dirigido pelo então desconhecido Guillermo Del Toro, o roteirista David Goyer, dos dois filmes anteriores, foi chamado para dirigir essa terceira parte depois de Del Toro desistir de comandar o longa para realizar outra adaptação de HQs, Hellboy.  O resultado foi um filme irregular, em que Snipes acabou se tornando coadjuvante do seu próprio filme. Digo isso porque como ele é co-estrelado pela dupla Jessica Biel e Ryan Reynolds, a dupla acaba por roubar a cena nesse longa, tornando o caçador de vampiros totalmente obsoleto no filme. Como é o terceiro e até então último filme ( pelo menos até sei lá, até Wesley Snipes sair da prisão e fazer mais um longa, já que antes de ser preso em uma entrevista para o site da Globo, G1, em 2009 ele disse que gostaria de fazer mais um) nada mais justo que enfrentar o maior vampiro de todos os tempos, Drácula, aqui chamado de Drake e interpretado por Dominic Purcell.

O combate contra o vampirão mor é um dos poucos destaques do filme. Comparando com os dois longas anteriores, esse com certeza é o mais fraco de todos, e por ter a difícil missão de encerrar a trilogia com chave de ouro, o longa acaba por encerrar com chave de lata, essa que tinha tudo para ser uma boa trilogia e não acabou sendo.




#6  A MÚMIA: TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO ( The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, EUA,2008)

Depois de enfrentar por duas vezes, a múmia Ihmotep nos dois longas anteriores, aqui o arqueólogo Rick O' Connel enfrenta ninguém mais ninguém menos do que Jet Li, que aqui faz o papel do imperador dragão do título.  Contando com Rob Cohen na direção no lugar de Stephen Sommers, que assumira a direção de outro fiasco chamado G.I Joe: A Origem de Cobra, esse longa tenta manter os mesmos elementos de humor e ação que funcionaram nos outros dois longas da série. Mas devido a ausência de Sommers e de Rachel Weisz, que fez o papel de Evelyn O' Connel nos dois primeiros, fez com que o filme perdesse um pouco da graça. A atriz que, acabara de ganhar um Oscar por sua atuação no longa O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles decidiu por não retornar ao papel por achar que isso seria um retrocesso na sua carreira.

O longa até que tem algumas poucas piadas, e uma ou outra cena de ação boa, mas no geral acabou sendo o filme mais fraco da franquia. Tanto é que a Universal optou recentemente por fazer um reboot da franquia. Esperamos que essa nova franquia seja mais séria e que e mantenha os elementos dos filmes de Boris Karloff e cia.




#5  PIRATAS DO CARIBE: NO FIM DO MUNDO ( Pirates of the Carribbean: At the World's End, EUA,2007)

Após o bom Piratas do Caribe: O Baú da Morte, esperava-se que esse filme fosse ser superior ao anterior, pois seria o encerramento das aventuras de Jack Sparrow & cia, mas infelizmente não foi bem isso. Com um roteiro confuso e cheio de reviravoltas o tempo todo, essa terceira parte acabou por se tornara longa, chata e graças as reviravoltas da trama, confuso ao extremo. Quando chegamos na metade do filme ( o longa tem quase umas 3 horas de projeção) já não sabemos de mais nada que está acontecendo. Mas o filme não é só defeitos. Claro que há cenas boas, como a cena do resgate de Jack nos confins do mundo. Aliás, vale ressaltar aqui que o que vale o filme é a dupla Johnny Depp/ Geoffrey Rush nos papéis de Sparrow e Barbossa respectivamente. Os dois estão hilários nas cenas em que contracenam juntos, em especial, na que discutem com a tripulação sobre quem deve ser o capitão do navio. Depp, dá um show de humor na cena em que ele está confinado no barril de Davy Jones, em que ele conversa com vários Jacks dentro do navio.

Outro destaque é o ator Tom Hollander que interpreta o vilão Lorde Beckett. O ator faz aqui um vilão detestável, daqueles que faz com que a platéia realmente torça para que ele se dê mal no final do longa, assim como Bill Nighty no papel do temido Davy Jones. Já o casal Keira Knightley & Orlando Bloom mais enche o saco do que causa a simpatia do público ( mas convenhamos que eles são melhores que o casal do quarto filme). o casal aliás  protagoniza uma cena que pelo menos para mim, é totalmente dispensável: a cena do casamento em plena batalha.

Por causa de tantos erros, esse filme se mostra como o pior da saga. Vendo tantos erros cometidos nessa trilogia, a Disney fez mais um filme, lançado ano passado, feito mais para corrigir os erros desse mas que ainda assim é melhor do que esse longa, mas ainda assim o filme seguinte mostrou que a franquia começa a demonstrar sinais de cansaço. Tomara que o estúdio faça bons filmes para encerrar com chave de ouro a saga do pirata mais famoso e engraçado do cinema.




#4 ROBOCOP 3 ( Robocop III, EUA, 1993)

Essa é sem dúvidas uma das piores sequências de todos os tempos. Depois do bom segundo filme (que ainda assim tinha alguns momentos ridículos), eis que em 1993 resolveram avacalhar de vez a saga do policial do futuro. Logo de cara, sua parceira de longa data, Lewis morre no início do filme. Depois disso, quando o robô é encontrado por rebeldes ele recebe por assim dizer, uns upgrades ganhando até ( pasmen!!!) asas!!!!!!!  E como se isso não fosse ridículo o suficiente, ele ainda enfrenta um ninja robô. Sim, meus caros leitores desse blog... UM NINJA ROBÔ, e eu que pensava já ter visto de tudo, mas essa foi demais. O filme, assim como o roteiro deve ter sido tão ruim que o ator que interpretava o policial nos filmes anteriores, Peter Weller pulou fora... fez bem em não ter feito essa bomba. Se acham que eu estou mentindo quanto ao lance do ninja, segue abaixo a ridícula cena e o trailer do filme








                                                         

                                             


#3 PREMONIÇÃO 3 (Final Destination 3, EUA, 2006)

O primeiro filme foi muito bom, o segundo forçaram a barra e esse aqui foi a forçação de barra maior. Desastre num parque de diversões foi o fim da picada. A premissa é a mesma dos filmes anteriores: Alguém tem uma visão de que todos irão morrer num desastre qualquer, daí o povo escapa do suposto desastre e aos poucos a morte começa a ir atrás de um por um. Aliás a única coisa criativa nesse filme são as mortes. Os criadores acertaram a mão nessa franquia ao retratar a morte não como um maníaco com uma faca ou algum objeto cortante, mas sim como se fosse uma entidade, ou uma série de situações que acaba levando os personagens à  morte. Destaque aaqui apara a morte de um dos personagens na academia ao malhar. Uma cena típica do jogo mortal kombat.

Confiram ai o trailer:








#2  RESIDENT EVIL: A EXTINÇÃO ( Resident Evil: Extinction, EUA,2007)

Confesso que não gosto dos filmes da franquia Resident Evil. Nenhum deles, na minha opinião, conseguiu ser fiel aos jogos e esse aqui nada lembra os jogos da saga. Nesse aqui, temos a personagem Alice, se tornando uma espécie de Jean Grey, com poderes telecinéticos assim como os da mutante da Marvel. Aliás acho q a franquia deveria ter realmente terminado nesse filme, que pelo próprio título, Extinção deveria mesmo mostrar a raça humana sendo extinta graças ao apocalipse zumbi, mas infelizmente lançaram mais um em 2010 e esse ano sai o quinto filme da saga. Há pouco tempo atrás anunciaram que o sexto filme seria o último. Se vão fazer mais um filme que seja pelo menos bom, coisa que nenhum dos filmes conseguiu ser até agora.









#1 MATRIX REVOLUTIONS ( Matrix, Revolutions, EUA,2003)

Esse filme não só para mim, mas para muita gente pode ser considerado como uma gradissíssima DECEPÇÃO. A trilogia Matrix é um exemplo de como não se encerrar uma trilogia que tinha tudo para ser uma das maiores do cinema assim como O Poderoso Chefão, Star Wars ( a trilogia original), De Volta Para o Futuro e etc. O primeiro, lançado em 1999 foi excelente, embora quando foi lançado tinha passado despercebido nos cinemas,mas graças ao boca a boca dos fãs se tornou um sucesso de bilheteria. O segundo saiu 4 anos depois numa estratégia do estúdio de lançar os dois filmes com um intervalo de seis meses. Já esse terceiro, que explicaria tudo, foi lançado em novembro de 2003 e embora realmente explique toda a trama, acabou sendo extremamente irregular.


As cenas de ação, tão marcantes ao longo da saga de Neo, aqui não são tão boas quanto se esperava. Destacam-se a batalha em Zyon e claro, a luta final entre o agente Smith e Neo. Essa luta aliás, mais parece ter saído do anime Dragonball, com direito a os dois personagens voando em cena. Quando vi o filme, em especial essa cena, já tava até vendo a hora que o Neo ia aumentar o ki e soltar, sei lá, um kamehameha ou a genki dama contra o agente, de tão parecido que ficou a cena.

Os irmãos Warchovski tiveram nas mãos a chance de fechar a saga com chave de ouro, mas ao invés disso inventaram demais e acabaram estragando tudo e dessa maneira ao invés de tornar Matrix uma trilogia inesquecível, fez com que esse filme manchasse o bom nome da franquia conquistado graças ao sucesso do primeiro longa, que ainda hoje pode ser considerado como um clássico da ficção científica, ao contrário desse que é um filme para ser esquecido.




Bom gente, no mais é isso ai. Espero que tenham gostado desse post e não deixem de comentar.

THAT'S ALL FOLKS!!!!!!!!!!!!!!!










sábado, 2 de junho de 2012

Resenha: Slash- Apocalyptic Love

Depois do bem sucedido álbum solo lançado em 2010, o lendário ex-guitarrista do Guns N'Roses e atual Velvet Revolver retoma sua parceria com o vocalista Myles Kennedy nesse novo trabalho.

Se no cd anterior, o músico contou com diversos convidados, indo desde Fergie ( Black Eyed Peas) até o madman Ozzy Osbourne, nesse aqui ele conta com a banda que vem o acompanhando desde a turnê do seu trabalho anterior: Todd Kerns (baixo/ backing vocal), Brent Fitz ( bateria) e o já citado Myles Kennedy no vocal e guitarra base.

Com uma sonoridade mais rock n' roll do que o primeiro cd, Aopcalyptic Love já abre com a faixa-título, um hard rock de primeira. Outros destaques são as faixas "You're A Lie" primeiro single desse novo trabalho, que é bem música p/ se tocar em arenas lotadas. Além dela destacam-se "One Last Thrill", uma faixa que lembra bem o Guns da época do clássico Appetite For Destruction. Como não poderia deixar de ser, há também boas baladas como " Bad Rain" que conta com um belo trabalho de Myles.

Vale ressaltar aqui a bela parceria entre Slash e o vocalista do Alter Bridge. Acostumado a trabalhar com grandes vocalistas, como Axl Rose e Scott Weiland, parece que o guitarrista encontrou em Kennedy o seu parceiro ideal nessa sua empreitada solo. Com um alcance vocal impressionante e que lembra o vocal de Chris Cornell, o cara consegue cantar com maestria músicas que vão desde o Guns até as do Velvet Revolver. Vide o show do Rock N' Roll Hall of Fame no mês passado onde ele mostrou que conseguia segurar a onda e substituir um dos maiores frontman do Rock n' roll em uma apresentação memorável.

Em suma, esse é um dos melhores trabalhos de Slash, que mostra mais uma vez ser capaz de criar riffs memoráveis e fez aqui um ótimo trabalho com um cd que é Hard rock puro e direto, como ele sempre fez e que esperamos que continue fazendo e que essa parceria Slash/ Kennedy nos renda ainda excelentes frutos.